quarta-feira, 9 de outubro de 2013

#04_PASSAGENS_UM POEMA INDIANO

 Vou tentar de quando em quando, deixar aqui neste espaço, algumas passagens de livros que me marcaram, esta é uma delas!!!!

..."De onde, perguntou ao seu coração, te vem esta felicidade? Virá deste bom e longo sono que tanto me aliviou? Ou da palavra que eu pronunciei, Om? Ou de eu estar enfim vazio, da minha fuga ter terminado, de eu ser novamente livre, como uma criança debaixo do céu? Ah, como é bela esta fuga, esta libertação! Como o ar deste lugar é puro e belo, como é bom respirar! Lá, de onde eu fugi, tudo cheirava a unguentos, a especiarias, a vinho, a excesso, a preguiça. Como eu odiava esse mundo dos ricos, de glutões, de jogadores!  Como eu me odiava, por ter permanecido tanto tempo nesse mundo terrível! Quanto eu me odiei, quanto roubei a mim mesmo, quanto me envenenei, atormentei, quão velho e mau me tornei! (...) Saúdo-te Siddhartha, após tantos anos de loucura tiveste mais uma vez uma boa ideia, fizeste algo, ouviste cantar a ave que se abriga no teu peito e seguiste-a!"...
Herman Hesse, Leya (2012), Siddhartha



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